segunda-feira, 29 de abril de 2013

UMA FÁBULA(?) ALCOÓLICA.









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KKKKKKKKKKKKKKKKKKK




Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar.

Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos.

Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o  mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.

A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo. O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de  comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio.

Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.

Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobras Biocombustíveis.


Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.

Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno. Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.

A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor.

A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo.

Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

(CÉLIO PEZZA é escritor).


quinta-feira, 11 de abril de 2013

UM GOVERNO OMISSO


Verdadeiro descaso é a ação da Presidanta quanto as priões dos 12 brasileiros mantidos em cárcere na Bolivia. a delegação de políticos que lá compareceu, só fez turismo. Nada resolveu. Senhora Dilmá já que faz viagens ao exterior, porque não tirar o bumbum da cadeira presidencial e ir resolver definitivamente o problema dos teus eleitores?  Sabe muito bem que a manutenção dos mesmos em regime fechado é ilegal. Porque não usa da tua costumeira e conhecida arrogancia, prepotencia etc e tal com o teu colega presidente? Porque tanta omissão? Afinal, és a funcionária pública numero 1 do Brasil. Portanto, tem a obrigação de defender aqueles que pagam o teu altíssimo salario e demais mordomias. Onde está a tua força de vontade, moral, respeito e coisa que o valha no exterior? Por onde anda o tom autoritário que trata a todos nos corredores do planalto? Se não tem compentencia ( e acredito que não a tenha), vide o exemplo dos fracassos em tudo que comandou no Rio Grande do Sul, tenha pelo menos a dignidade de pedir demissão. O Brasil já não aguenta mais tanta babozeira no comando da nação.

By; O INDIGNADO.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

PELAGADA DE TOGA










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Desde que o julgamento do mensalão, o atual presidente do STF mostrou a que veio. Alem da personalidade forte e sabendo onde tem o nariz, ganha a cada dia mais respeito dos brasileiros. Mostra-se verdadeiro defensor da justiça e da respeitabilidade. Deu verdadeiro 'chega-pra-lá' nos colegas magitrados que estiveram em seu gabinete. Uma voz que inicialmente 'seria' solitária, ganha adesões de muitos colegas. a PELEGADA DE TOGA, sabe agora que o 'buraco' é bem mais embaixo. As maracutais corriqueiras do Congresso começam a 'olhar' com outros olhos as ações e possiveis aprovações de tudo que irão efetuar doravante. O despudorado presidente Calheiros, sofrerá nos proximos dias uma manifestação pedindo tua saída da cadeira, constando de cerca de 10 milhões de assinaturas,número que segundo lei existente, obrigará o Congresso Nacional tomar a providencia de afastá-lo. Quero ver agora, se o Renan irá se pronunciar ironizando o documento das assinaturas anterior.

terça-feira, 2 de abril de 2013










O INDIGNADO:

A situação política do Brasil está grave, diante da iminênciade ruptura do estado de direito, perpetrado pelos petistas, inconformados pela condenação do "subchefe da quadrilha" José Dirceu (o chefe é o Lula).
A manifestação do PT em São Paulo, contra a condenação dos seus membros em razão do julgamento do mensalão, é perfeitamente admissível numa democracia.
Todavia, as manifestações dos "porta-vozes", Tóffoli e Lewandovsky, pedindo a "transformação" da pena de prisão em multa, é um ESCÁRNIO, INADMISSÍVEL DE SER PROPOSTA POR UM JUIZ, AINDA MAIS SE ELE FAZ PARTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

No Direito penal, o princípio da legalidade se desdobra em outros dois: princípio da anterioridade da lei penal e princípio da reserva legal.
Por anterioridade da lei penal, entende-se que não se pode impor uma pena a um fato praticado antes da edição desta lei, exceto se for em benefício do réu.
Já a reserva legal, estabelece não existir delito fora da definição da norma escrita O princípio nullum crimen, nulla poena sine lege é cláusula pétrea da Constituição.
Como nós sabemos, o Código Penal é TÍPICO.
Na aplicação da Lei Penal, o Juiz não pode se valer, por exemplo, da ANALOGIA.
Os elementos constitutivos de um crime devem ser preenchidos na sua TOTALIDADE.
Portanto, o Juiz deve se ater ao que está escrito na Lei Penal.
Assim, o que pode gerar tais manifestações?
É simples: incentivado por esses dois IMBECIS, a bancada dos Petralhas pode apresentar projeto de Lei, por exemplo, mudando a penalidade dos crimes de corrupção ativa e passiva (crimes contra a Administração Pública) de prisão para pena de multa.
O que acontecerá, se for feita esta alteração nas penas?
Dentro dos princípios Constitucionais e do Código Penal, a LEI POSTERIOR NÃO SE APLICA AOS CASOS JULGADOS ANTERIORMENTE, SENÃO EM BENEFÍCIO DOS RÉUS.
Por exemplo: uma pessoa é condenada a um ano de prisão por furtar uma bicicleta.
Lei posterior, revoga essa penalidade, dizendo não ser crime o furto de bicicleta.
O Réu, INSTANTANEAMENTE, terá de ser posto em liberdade.
Voltando ao mensalão, caso mude a penalidade de prisão para multa nos crimes praticados pelo Zé Dirceu, ele, simplesmente, com os milhões amealhados pela quadrilha, sairá da prisão, caso seja preso, RINDO DE TODO O POVO BRASILEIRO, EXCETO OS SEUS COMPARSAS.
Portanto, a gravidade do assunto é visível: será a desmoralização do Supremo, não de seus membros, e sim da instituição, que representa um dos PODERES DA REPÚBLICA, talvez o mais importante.

domingo, 17 de março de 2013

SERÁ QUE O MAR VAI PEGAR FOGO?






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E AGORA PRESIDANTA?

"RESPOSTA DE UM MINEIRO AO PEDIDO DE CARIOCAS NO "VETA, DILMA", SOBRE OS ROYALTIES DO PETRÓLEO.”

Minas Gerais carregou o Brasil e a Europa nas costas durante 150 anos, nos ciclos do ouro e diamante!Ficaram para os mineiros os buracos e a degradação ambiental! Depois veio o ciclo do minério de ferro, até hoje principal item da pauta de exportações brasileiras, que rendeu ao Rio de Janeiro uma das maiores indústrias siderúrgicas do Brasil, a CSN, e a sede da VALE. Curioso é que o Rio de Janeiro não produz um único grama de minério de ferro, mas recebeu a siderúrgica rendendo impostos e gerando empregos e a sede da mineradora recebendo royalties de exploração de minério. Mais uma vez Minas Gerais carregando o Brasil nas costas e, de vinte anos para cá, ajudada pelo Pará em razão das reservas de minério de ferro descobertas nesse Estado. Outra vez ficam para os mineiros e paraenses os buracos e a devastação ambiental. Isso sem falar da água; quem estudou geografia sabe que Minas Gerais é a "caixa d'água do Brasil", aqui nascem praticamente todos os rios responsáveis pela geração de energia hidráulica e, embora a usina de FURNAS seja em MG, a sede é no Rio. Me causa estranheza essa posição de alguns cariocas/fluminenses, pois toda riqueza do subsolo, inclusive marítimo, pertence à UNIÃO. Ao contrário do ouro, do diamante e do minério de ferro que estão sob o território mineiro, as jazidas do pré-sal estão a 400 quilometros do litoral do Rio do Janeiro e nenhum Estado Brasileiro, inclusive o RJ, tem recursos aplicados na pesquisa, exploração e refino de petróleo, pois todo dinheiro é da UNIÃO que é a principal acionista da PETROBRAS. Acho piada de mau gosto quando esses políticos fluminenses falam em "Estados produtores de petróleo" sabendo dessas características da exploração do petróleo e dos eternos benefícios que o RJ recebe, tais como jogos panamericanos, olimpíadas etc. Acho um absurdo ver crianças de outras regiões mais pobres do Brasil estudando em salas de aula sem luz, sentadas duas ou três numa mesma cadeira, quando há cadeira, enquanto que a prefeitura de Macaé/RJ gasta, torra, esbanja, joga fora dinheiro pintando de cores berrantes passeios públicos! Proponho que todos brasileiros dos outros Estados façam o protesto SANCIONA, DILMA e mandem e-mails para seus deputados e senadores para acompanhar de perto essa questão do pré-sal.É como disse certa vez um compositor, cujo nome me esqueci, "o Rio de Janeiro é um Estado de frente para o mar e de costas para o Brasil". Sérgio Cabral, vá te catar! SANCIONA, DILMA.
“Se vc concordou, espalhe essa mensagem!”
 Ass. "O Mineiro Indignado"


quarta-feira, 6 de março de 2013

ENGOLINDO A LÍNGUA



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CHORA LÁGRIMAS DE CROCODILLA, PRESIDANTA.


ale a pena usar uma "nêsga" de seu tempo para ler esta carta de uma CIDADÃ BRASILEIRA!

Carta de Marcella Martins, Santa Maria - RS, à Presidente Dilma

Engula... o choro, presidente. Engula o choro ao falar da tragédia de Santa Maria. Engula o choro e todos os problemas desse país que nele estão escancarados. Engula que o medo do segurança de ser demitido neste país é maior do que sua consciência de deixar as pessoas saírem sem pagarem suas contas para não morrerem. Engula a soberba dos donos de empresa desta nação que não estão nada preocupados com pessoas como eu e até mesmo como a senhora porque estão focados demais em lucrar, e preferem fechar as portas como numa câmara de gás a ter prejuízos. Engula a pressão que todos os seus funcionários sentem todos os dias. Engula que para arcar com seus altíssimos impostos, todos eles dão um jeitinho bem brasileiro de se desviar dos regulamentos e leis. Engula qu e os órgãos responsáveis por evitar que isso aconteça não funcionam. Engula que eles deixaram essa, entre tantas e tantas casas mais, funcionar sem licença. Engula que provavelmente alguém que também ganha pouquíssimo aceitou um suborno para que isso acontecesse. Engula que a senhora deu "é" sorte por ser apenas essa casa entre todos os tantos lugares que deveriam estar fechados, que caiu na boca da mídia. Engula a mídia que vai atacar com todo o sensacionalismo possível em cima das famílias que estão procurando celulares em cima de corpos para reconhecer seus filhos. Engula as operadoras que não funcionam e que provavelmente impediram uma série de vítimas a pedirem socorro. Engula que o socorro que chega para se enfiar em lugares como este, pegando fogo, cheio de corpos de jovens para serem resgatados, recebe um salário vergonhoso, com descontos ainda mais vergonhosos, e ainda assim executam um trabalho triste e digno antes de voltarem para a casa e agrad ecerem por seus próprios estarem dormindo.

Não, presidente. Não chore ao falar da tragédia. Faça! Faça alguma coisa. E pare de nos dar como exemplos uma série de catástrofes para tomar medidas idiotas que não valerão de nada alguns meses depois. Não se emocione. Acione! Acione a todos os órgãos públicos, faça uma limpa em sua maldita corrupção e devolva à segurança pública, às instituições sérias, aos professores, aos bombeiros, aos enfermeiros, aos seguranças, aos jovens, o mínimo de dignidade. Não faça um discurso. Mude o percurso. Mude tudo porque estamos cansados de ver nossos iguais pegando fogo, morrendo afogados, morrendo nas filas, morrendo no crack, morrendo, morrendo, morrendo, e tendo como última imagem aquela tv aos fundos anunciando o fim de mais uma bilionária obra de estádio de futebol.

Não, presidente. Desculpe, mas na minha frente, a senhora não pode chorar. Não pode chorar sua culpa. Não pode chorar s ua inércia. Não pode chorar no Chile mas também não pode chorar em Santa Maria. Porque isso é muito maior do que só um acidente. Isso é muito maior do que só sua comoção. Engula o seu choro, presidente. O seu, o dos jovens que perceberam que não teriam mais o que fazer que não morrer, e em especial, o de seus amigos e familiares, que em um país como esse, não têm outra opção que não chorar. Engula o choro, presidente."

MARCELLA MARTINS.


 

domingo, 17 de fevereiro de 2013


Comenta o indignado:
  Vocês já observaram como nossa vida piorou sensivelmente, nos últimos tempos ?
 Esse é o preço da "liberdade" e da "democracia" ? ? ?




NÃO TENHO ACANHAMENTO DE DIZER QUE,  PARA MIM, NÃO FOI UM MAU TEMPO, AQUELE EM QUE PERDUROU A "CHAMADA" DITADURA, QUE EU PREFIRO DIZER: RE-EXE(SS)ÇÃO. HAJA VISTA QUE, DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO, FIZ TUDO QUE NÃO POSSO FAZER AGORA; NUNCA PRECISEI UTILIZAR MEUS CHEQUES ESPECIAIS (HOJE, UM SÓ, E ETERNAMENTE VERMELHO!); NUNCA FUI INCOMODADO PELAS FORÇAS ARMADAS, APESAR DE TRABALHAR NUM LOCAL (RLAM), DE ONDE O EXÉRCITO TIROU MUITA GENTE. . .  POR VIA DE CONSEQÜÊNCIA, NÃO TINHA NECESSIDADE DE FALAR DO PRESIDENTE. 
 
ENTÃO, HOJE, VIVENDO A "CHAMADA" DEMOCRACIA, PODENDO FALAR DO PRESIDENTE (COMO O FAÇO, TODOS OS DIAS), TENHO QUE ENCARAR O MEU PAÍS ATOLADO NA LAMA DA CORRUPÇÃO E SOFRENDO AS CONSEQÜÊNCIAS DESSE DESCALABRO.
 
DÁ PRÁ PENSAR DIFERENTE?
Márcio Dayrell Batitucci
 Os tempos de Geisel... 
Na época da “chamada” ditadura...Podíamos namorar dentro do carro até a meia-noite, sem perigo de sermos assaltados ou mortos porbandidos e traficantes. Mas, não podíamos falar mal do presidente. Podíamos ter o INPS como único plano de saúde, sem morrer a míngua nos corredores dos hospitais. Mas não podíamos falar mal do Presidente. Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista. Mas, não podíamos falar mal do Presidente. Podíamos paquerar e fazert galanteios à funcionária, à menina das contas a pagar ou à recepcionista,sem correr o risco de sermos processados por "assédio moral". Mas, não podíamos falar mal do Presidente. Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! negão!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por "discriminação". Mas, não podíamos falar mal do presidente. Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho, para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência, sendo preso por estar "alcoolizado". Mas, não podíamos falar mal do Presidente. Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental. Mas, não podíamos falar mal do presidente. Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados. Mas, não podíamos falar mal do presidente. Hoje a única coisa que podemos fazer:
“é falar mal do presidente!”
Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho; Que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; Quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, ...Então poderá  afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada...
                      (Ayn Rand) - Dom  Machadito )
 


 

domingo, 3 de fevereiro de 2013












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VOCÊ ACREDITA NO SUPREMO TRIBUNAL?


Dados Nome: José Antonio Dias Toffoli  Profissão (atual): Ministro do Supremo Tribunal Federal /STF- Suprema Corte.  Idade: 41 anos  Um breve histórico, para entender a "coisa"  Currículo: "um passado não muito distante"  - Formado pela USP  - Pos Graduação: nunca fez  - Mestrado: nunca fez  - Doutorado: também não fez  - Concursos: 1994 e 1995   foi reprovadoem concursos para juiz estadual em São Paulo  (é estadual e não Federal, não vá se confundir).  - Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares.   Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT.  Em Brasília: - Aproximou-se de Lula e José Dirceu,   que o escolheram para ser o advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006;- Com a vitória de Lula foi nomeado Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu;- Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou à banca privada;- Longe do governo, trabalhou na campanha para a reeleição de Lula,  serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários.- No segundo mandato, voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União;- Toffoli é duas vezes réu. Ele foi condenado pela Justiça em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá.  Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000,00 (setecentos mil reais) dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos "absolutamente ilegais", celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá.- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PT,especialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão. De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido. Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista – essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao Supremo.    POSSE: Cadeira dos sonhosNo dia 23/10/2009 ocorreu a posse de Dias Toffoli  como ministro do STF ( indicado pelo Presidente Lula)   Algumas atividades como Ministro do STF.Ao longo de oito meses no STF ele participou de julgamentos polêmicos e adotou posturas isoladas.  -Em março foi o único entre dez ministros que votou favoravelmente ao pedido de habeas corpus para libertar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.- Em maio, votou pela absolvição do deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE), primeiro parlamentar condenado pelo Supremo desde a Constituição de 1988 (o julgamento acabou em 7 a 3). - Duas semanas depois, indeferiu um pedido de liminar em habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, em processo no qual foi condenado por calúnia e difamação.  Mainardi é crítico da gestão petista e de Lula. Toffoli, que também é ministro-substituto do Tribunal Superior - Eleitoral, pediu vista de um dos processos por propaganda eleitoral antecipada contra Lula e  a presidente pelo PT, Dilma Rousseff.  O julgamento avaliava um recurso contra uma decisão que multou os dois, nos valores de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e que foi determinada pelo ministro Henrique Neves no dia 21 de maio. 
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ETA FERRO!!!!!!!!


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Matéria sensacional.


Tribuna da Imprensa

informação e opinião

Lula ganha o Troféu Algemas de Ouro, como o mais corrupto do ano

Renato Onofre (O Globo Online)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou 2013 vencendo mais uma eleição. Entre as personalidades mais corruptas de 2012, Lula ganhou com 65,69% dos 14.547 votos válidos o Troféu Algemas de Ouro. Em segundo lugar, com 21,82%, ficou o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido) seguido pelo governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), com 4,55%.
 Lula ganhou disparado…
Ironicamente, a segunda edição da premiação organizada pelo Movimento 31 de Julho foi marcada pela fraude. Os organizadores detectaram a utilização de um programa de votação automática que criou perfis falsos no Facebook, que direcionou 38% do total de votos (23.557) para candidatos ligados ao PSDB e ao DEM.
A premiação, que aconteceu na tarde deste domingo no Leblon, Zona Sul do Rio, foi marcada pela descontração. Em clima de carnaval, com máscaras representando os candidatos que disputaram o Algemas de Ouro 2012, os manifestantes elogiaram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do julgamento do mensalão e lembraram os feitos “históricos” de cada concorrente.
ELEIÇÕES LIMPAS
Além de Lula, Demóstenes e Cabral, estavam no pleito o senador Jader Barbalho (PMDB-PA); os deputados federais Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e sua ex-companheira de Esplanada, Erenice Guerra; o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido); e o empresário Fernando Cavendish.
— Depois de eleger poste, o ex-presidente Lula mostra que ainda tem fôlego para ganhar mais eleições daqui para frente. Foram três candidatos que fizeram jus à premiação. Todos eles se destacaram nas páginas do jornal, mas o ex-presidente se sobressaiu. No ano passado, ele foi responsável por um dos momentos mais lamentáveis da história brasileira ao tentar chantagear um ministro do Supremo. Acho que por sua atuação em 2012, e nem quero lembrar de Valérios e Rosemarys, ele mereceu esse troféu e o cheque simbólico de R$ 153 milhões — afirmou Marcelo Medeiros, coordenador do Movimento 31 de Julho.
No último dia 9, os organizadores comunicaram à imprensa e à rede social Facebook — plataforma utilizada para computar os votos — a tentativa de fraude. A denúncia partiu dos próprios eleitores da enquete que perceberam que parte das escolhas foram feitas por perfis falsos, recém-criados no ambiente virtual.
— Não é militância. Se fossem militantes, era válido. O que detectamos foi uma organização criada para fraudar a disputa. Coincidentemente, os votos sempre eram para candidatos da oposição do governo petista e Cabral — explicou Medeiros, que prometeu mudanças na plataforma de computação dos votos na próxima eleição.

A corrupção solidária e sem memória, que não torna ninguém inelegível.

Helio Fernandes
Não adiantam as denúncias, as acusações das ex-mulheres revoltadas e cheias de provas, os milhões arrecadados sempre em cargos públicos, a exibição sem constrangimento do enriquecimento ilícito, o acúmulo de bens, sem jamais terem trabalhado. (Lógico, função pública ou política não é “trabalho”, na definição própria da palavra e da remuneração).
Podem dizer que isso acontece no mundo inteiro, e é verdade, mas não existe impunidade tão grande quanto no Brasil, excetuado o julgamento do mensalão. O cidadão-contribuinte-eleitor, qualquer que seja o seu idioma ou o seu país, contribui para que esses corruptos se eternizem no Poder, eleitos e reeleitos.
Dona Kirchner, sem liderança, carisma ou credenciais, ganhou o Poder por causa do marido. Morto ele, se reelegeu sozinha. Continua insignificante, com um inacreditável enriquecimento ilícito e astronômico. Agora denunciado por cidadãos da outrora orgulhosa Argentina.
E já falam que tentará o terceiro mandato. Não pode, o também corrupto Menem (lá mesmo) tentou e não conseguiu. Mas exibe a fortuna embriagadora e consagradora. Dona Kirchner tentará e conseguirá, quem irá impedi-la? A Constituição?
Berlusconi, o maior corrupto do mundo (título que conquistou e merece) está tentando voltar a ser primeiro-ministro da Itália. Se não ganhar, terá votos suficientes para ser Ministro da Fazenda. Responde a 10 processos há anos e anos, continua livre e elegível.
ALGUNS CORRUPTOS DO BRASIL E
A SOLIDARIEDADE QUE NÃO FALTA
No momento não podemos esquecer Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, pelo passado e o fato de disputarem os cargos mais importantes do Congresso.
Henrique Eduardo Alves, assustado com a montanha de denúncias e sentindo que não enganava ninguém, mudou de tática. Veio a público, confessou uma parte da falta de ética: “Sou um cidadão normal, cometo erros”. Entre esses “erros”, a evasão de dinheiro, o depósito de 15 milhões em paraísos fiscais, tudo documentado pela ex-mulher, que com a denúncia garantiu o futuro, não dele mas dela.
Em campanha, foi recebido pelos governadores Alckmin, Anastasia, Cabral. De São Paulo, Minas e Estado do Rio. Tirando Cabral, os outros não sofrem acusações aviltantes nem são ligados a Cavendish. Mas como “Henriquinho” é apoiado por Dona Dilma, pensam (?) coletivamente: “Ele vai se eleger mesmo, podemos precisar de um intermediário para o Planalto”.
Mostrei aqui, sem receio de desmentido: Eduardo Alves foi candidato derrotado duas vezes para prefeito de Natal. Não se candidatou a governador por não ter voto. Aqui mesmo estranharam: “Como não tem voto, se é deputado há mais de 40 anos?”. O descaminho de votos para deputado é mais fácil, o eleitor não liga. Luftalla Maluf, que veio a público “defender Henriquinho”, tem quantas dezenas de mandatos de deputado?
RENAN E EDUARDO CUNHA
TÊM OUTRAS ESTRATÉGIAS
Mais esperto e cauteloso, o ex-presidente do Senado, que renunciou para não ser cassado, quer evitar a cassação antecipada, isto é, não ser eleito. Sabe que, se exibir muito poder, desperta inveja e ciúme, trabalha em silêncio. Basta o apoio de Dona Dilma e do vice Michel Temer, o resto consegue no aconchego (que palavra) do Senado.
Eduardo Cunha, líder dos lobistas, se garante com eles, tem muito a oferecer, eles a receberem. E confiam uns nos outros. Dos três, ninguém corre perigo. Mas o mais garantido é o próprio Cunha, protegido e favorecido pelo grupo do “fuzil”, não o que atira, mas o que tira.
DE PASSAGEM, NEWTON CARDOSO,
O MAIS ENRIQUECIDO EM CARGOS
Foi prefeito da importante cidade de Contagem, na chamada “Grande BH”. Eleito, reeleito, voltou, saiu para ser governador. A mesma coisa que eu disse de Dona Kirchner, é vulgar, deselegante, analfabeto, péssimo de ética e de estética. Mas engana a todos, até mesmo a Receita Federal. Suas declarações ficam sempre abaixo do que apregoa e exibe.
Logo depois de deixar o governo de um estado poderoso como Minas, teve que se divorciar da mulher. Um desastre que deveria ser moral, mas foi apenas minimamente financeiro. Sua declaração à Receita ficou dezenas de andares abaixo da verdadeira.
Sua confissão à Receita não ultrapassa algumas dezenas de milhões, a ex-mulher, pública e despudoradamente, afirmou: “Os bens de Newton Cardoso ultrapassam os 2 bilhões e 500 milhões”. Isso numa época em que o bilhão não era citado com tanta facilidade quanto hoje. Entramos na era do trilhão, que “Newtão” teria atingido se não tivesse abandonado a vida pública.
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PS – Em 1998, eu estava em Paris, na Copa do Mundo. Ia almoçar no Bar do Teatro com um amigo que mora lá. Andamos na importante avenida, paramos, ele me mostrou um edifício luxuoso, afirmou perguntando: “Sabe quem tem apartamento nesse edifício? Newton Cardoso”.
PS2 – Para o claro e preclaro Bortolotto, que estranhou o fato de eu ser a favor do cidadão ter um revólver em casa, para “circunstâncias eventuais”, sendo contra armas.
PS3 – No fim do texto, eu terminava dizendo: “Sou a favor dessa arma defensiva em casa, mas não tenho, não uso nem pratico”. Essa confissão foi “devorada”, ficou a impressão da contradição. Minha arma sempre foi a palavra falada e a palavra escrita. A primeira me tiraram logo, a segunda resistiu mais tempo, mas não tanto quanto eu gostaria e seria necessária.
PS4 – O suíço Wawrinka não merecia ter sido derrotado ontem pelo sérvio Djokovic. Este é o número 1 do mundo, mas tão pretensioso e presunçoso quanto Luiz Felipe Scolari. Foram 5 horas e 2 minutos de jogo, 5 sets, 75 games. O jogo acabou em Melbourne, faltando 10 minutos para as duas da madrugada. O estádio lotado (14 mil e 600 lugares), ninguém foi embora.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A frase do Helio foi “devorada” porque ele a datilografou bem no finalzinho da lauda, e os aparelhos de fax costumam “não ler” a parte inferior das páginas transmitidas. Se após a postagem Helio tivesse me pedido para acrescentar essa frase, é claro que eu o teria feito prazerosamente. Aliás, também defendo a arma defensiva em casa e tenho um revólver Taurus, registrado em meu nome, adquirido na antiga loja Mesbla. É calibre 38, cano curto, com tambor para cinco balas. (C. N.)

Dilma em campanha contra quem?

Carlos Chagas
Semana passada, Piauí. Nesta, São Paulo. Na próxima, Ceará, Paraíba, Alagoas e talvez Sergipe. E não para mais. Em fevereiro, Pernambuco, Paraná, Estado do Rio e Rio Grande do Norte, para começar. Além de visitas a todos os estádios em construção na preparação da Copa do Mundo. Neste ano de 2013, a previsão parece de não deixar uma sexta-feira sem botar o pé na estrada, ou melhor, o Aerodilma para voar.
É ou não é campanha, apesar da necessidade de uma presidente da República marcar presença em todo o território nacional?
No caso, campanha eleitoral. Para quê? Obviamente para a reeleição em 2014. Contra todos os possíveis candidatos já se definindo, de Aécio Neves a Eduardo Campos, a Marina Silva e… E ao Lula, ao menos enquanto ele não cede por inteiro à pressão do PT para lançar-se antecipadamente na sucessão da sucessora. Não de todos os companheiros, mas daqueles do grupo insatisfeito com a limitada atenção recebida da presidente nos últimos dois anos. Porque também existem petistas entusiasmados com a reeleição.
Aqui, a vertente se bifurca. Claro que se o Lula assumir sua candidatura, Dilma não terá como contrariá-lo. Entregará de imediato a vaga, por gratidão, fidelidade e reconhecimento de ser impossível a insurreição. Mas enquanto o chefe não se define, ocupará espaços, buscando manter acesa a chama das promessas do antecessor e o direito natural de disputar o segundo mandato. Coincidente e perigosamente quando se anuncia a volta das caravanas do Lula.
Numa palavra, a presidente está em campanha, vestindo o figurino tradicional de todos os candidatos, inclusive o gibão de vaqueiro do Piauí, que já vestiu. Fica para depois saber se aceitará bombachas no Rio Grande do Sul, cocares em Mato Grosso, bonés da CUT em São Paulo ou do MST em Pernambuco.
JACARÉS EM RIO DE PIRANHA
Mais presença tem o jacaré em nossa realidade, que poderia até ter sido escolhido mascote da Copa do Mundo em vez do insípido tatu. Vitorino Freire dizia que em rio de piranha, jacaré nada de costas. E Juracy Magalhães sustentava dever um ministro ter o couro duro como o do jacaré.
Assim deveriam estar Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, candidatos às presidências do Senado e da Câmara, debaixo de invulgar bombardeio sobre suas candidaturas. Os mísseis vem sendo disparados pela imprensa, mas a carga explosiva, quem fornece são seus adversários deputados ou senadores.
Não se passa um dia sem que novas e velhas acusações caiam sobre eles, seja em suas atividades como servidores públicos ou como empresários. Essa dicotomia é desastrosa para qualquer parlamentar, já que negócios públicos e privados não deveriam misturar-se, mas quem, no Congresso, irá atirar a primeira pedra?
O mais provável é que ambos se elejam, mas assumirão debaixo de fiscalizações poucas vezes vistas no Legislativo.

Stedile (do MST): Dilma está cega e sendo enganada por puxa-sacos

João Pedro Stedile (Carta Capital)
A sociedade brasileira enfrenta no meio rural problemas de natureza distintos que precisam de soluções diferenciadas. Temos problemas graves e emergenciais que precisam de medidas urgentes. Há cerca de 150 mil famílias de trabalhadores sem-terra vivendo debaixo de lonas pretas, acampadas, lutando pelo direito que está na Constituição de ter terra para trabalhar. Para esse problema, o governo precisa fazer um verdadeiro mutirão entre os diversos organismos e assentar as famílias nas terras que existem, em abundância, em todo o País. Lembre-se de que o Brasil utiliza para a agricultura apenas 10% de sua área total.
Há no Nordeste mais de 200 mil hectares sendo preparados em projetos de irrigação, com milhões de recursos públicos, que o governo oferece apenas aos empresários do Sul para produzirem para exportação.
Ora, a presidenta comprometeu-se durante o Fórum Social Mundial (FSM) de Porto Alegre, em 25 de janeiro de 2012, que daria prioridade ao assentamento dos sem-terra nesses projetos. Só aí seria possível colocar mais de 100 mil famílias em 2 hectares irrigados por família.
Temos mais de 4 milhões de famílias pobres do campo que estão recebendo o Bolsa Família para não passar fome. Isso é necessário, mas é paliativo e deveria ser temporário. A única forma de tirá-las da pobreza é viabilizar trabalho na agricultura e adjacências, que um amplo programa de reforma agrária poderia resolver. Pois nem as cidades, nem o agronegócio darão emprego a essas pessoas.
EXPLORAÇÃO
Temos milhões de trabalhadores rurais, assalariados, expostos a todo tipo de exploração, desde trabalho semiescravo até exposição inadequada aos venenos que o patrão manda passar, que exige intervenção do governo para criar condições adequadas de trabalho, renda e vida. Garantindo inclusive a liberdade de organização sindical.
Há na sociedade brasileira uma estrutura de propriedade da terra, de produção e de renda no meio rural hegemonizada do modelo do agronegócio que está criando problemas estruturais gravíssimos para o futuro. Vejamos: 85% de todas as melhores terras do Brasil são utilizadas apenas para soja/milho, pasto e cana-de-açúcar.
Apenas 10% dos fazendeiros que possuem áreas acima de 200 hectares controlam 85% de todo o valor da produção agropecuária, destinando-a, sem nenhum valor agregado, para a exportação. O agronegócio reprimarizou a economia brasileira.
Somos produtores de matérias-primas, vendidas e apropriadas por apenas 50 empresas transnacionais que controlam os preços, a taxa de lucro e o mercado mundial. Se os fazendeiros tivessem consciência de classe, se dariam conta de que também são marionetes das empresas transnacionais.
DESEMPREGO
A matriz produtiva imposta pelo modelo do agronegócio é socialmente injusta, pois ela desemprega cada vez mais pessoas a cada ano, substituindo-as pelas máquinas e venenos. Ela é economicamente inviável, pois depende da importação, anotem, todos os anos, de 23 milhões de toneladas de fertilizantes químicos que vêm da China, Uzbequistão, Ucrânia etc. Está totalmente dependente do capital financeiro que precisa todo ano repassar: 120 bilhões de reais para que possa plantar. E subordinada aos grupos estrangeiros que controlam as sementes, os insumos agrícolas, os preços, o mercado e ficam com a maior parte do lucro da produção agrícola.
Essa dependência gera distorções de todo tipo: em 2012 faltou milho no Nordeste e aos avicultores, mas a Cargill, que controla o mercado, exportou 2 milhões de toneladas de milho brasileiro para os Estados Unidos. E o governo deve ter lido nos jornais, como eu…
Por outro lado, importamos feijão-preto da China, para manter nossos hábitos alimentares.
Esse modelo é insustentável para o meio ambiente, pois pratica a monocultura e destrói toda a biodiversidade existente na natureza, usando agrotóxicos de forma exagerada. E isso desequilibra o ecossistema, envenena o solo, as águas, a chuva e os alimentos.
O resultado é que o Brasil responde por apenas 5% da produção agrícola mundial, mas consome 20% de todos os venenos do mundo. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que a cada ano surgem 400 mil novos casos de câncer, a maior parte originária de alimentos contaminados pelos agrotóxicos. E 40% deles irão a óbito.
Esse é o pedágio que o agronegócio das multinacionais está cobrando de todos os brasileiros! E atenção: o câncer pode atingir a qualquer pessoa, independentemente de seu cargo e conta bancária.
Uma política de reforma agrária não é apenas a simples distribuição de terras para os pobres. Isso pode ser feito de forma emergencial para resolver problemas sociais localizados. Embora nem por isso o governo se interesse.
DEMOCRATIZAÇÃO
No atual estágio do capitalismo, reforma agrária é a construção de um novo modelo de produção na agricultura brasileira. Que comece pela necessária democratização da propriedade da terra e que reorganize a produção agrícola em outros parâmetros.
Em agosto de 2012, reunimos os 33 movimentos sociais que atuam no campo, desde a Contag até o movimento dos pescadores, quilombolas, MST etc., e construímos uma plataforma unitária de propostas de mudanças.
É preciso que a agricultura seja reorganizada para produzir, em primeiro lugar, alimentos sadios para o mercado interno e para toda a população brasileira. E isso é necessário e possível, criando políticas públicas que garantam o estímulo a uma agricultura diversificada em cada bioma, produzindo com técnicas de agroecologia. E o governo precisa garantir a compra dessa produção por meio da Conab.
A Conab precisa ser transformada na grande empresa pública de abastecimento, que garante o mercado aos pequenos agricultores e entregue no mercado interno a preços controlados. Hoje já temos programas embrionários como o PAA (programa de compra antecipada) e a obrigatoriedade de 30% da merenda escolar ser comprada de agricultores locais. Mas isso atinge apenas 300 mil agricultores e está longe dos 4 milhões existentes.
O governo precisa colocar muito mais recursos em pesquisa agropecuária para alimentos e não apenas servir às multinacionais, como a Embrapa está fazendo, em que apenas 10% dos recursos de pesquisa são para alimentos da agricultura familiar. Criar um grande programa de investimento em tecnologias alternativas, de mecanização agrícola para pequenas unidades e de pequenas agroindústrias no Ministério de Ciência e Tecnologia. Criar um grande programa de implantação de pequenas e médias agroindústrias na forma de cooperativas, para que os pequenos agricultores, em todas as comunidades e municípios do Brasil, possam ter suas agroindústrias, agregando valor e criando mercado aos produtos locais.
BNDES
O BNDES, em vez de seguir financiando as grandes empresas com projetos bilionários e concentradores de renda, deveria criar um grande programa de pequenas e médias agroindústrias para todos os municípios brasileiros.
Já apresentamos também ao governo propostas concretas para um programa efetivo de fomento à agroecologia e um programa nacional de reflorestamento das áreas degradadas, montanhas e beira de rios nas pequenas unidades de produção, sob controle das mulheres camponesas.
Seria um programa barato e ajudaria a resolver os problemas das famílias e da sociedade brasileira para o reequilíbrio do meio ambiente. Infelizmente, não há motivação no governo para tratar seriamente esses temas.
Por um lado, estão cegos pelo sucesso burro das exportações do agronegócio, que não tem nada a ver com projeto de país, e, por outro lado, há um contingente de técnicos bajuladores que cercam os ministros, sem experiência da vida real, que apenas analisam sob o viés eleitoral ou se é caro ou barato…
Ultimamente, inventaram até que seria muito caro assentar famílias, que é necessário primeiro resolver os problemas dos que já têm terra, e os sem-terra que esperem. Esperar o quê? O Bolsa Família, o trabalho doméstico, migrar para São Paulo?
Presidenta Dilma, como a senhora lê a CartaCapital, espero que leia este artigo, porque dificilmente algum puxa-saco que a cerca o colocaria no clipping do dia.

Ideais anticapitalistas e/ou interesse estrangeiro

Gelio Fregapani
Sem a bandeira comunista para se opor ao capitalismo, aos anticapitalistas restou o ambientalismo e o indigenismo, que ao final do século XX, uniram-se formando um movimento contrário a qualquer projeto desenvolvimentista. No Brasil isto é tão forte a ponto de seguir freando por mais de três décadas o processo de desenvolvimento do país.
Foram poucos os projetos de desenvolvimento no Brasil que não esbarraram e estagnaram ante alguma resistência, seja de terra indígena, unidade de conservação, comunidade quilombola ou comunidade tradicional. Raramente, por reivindicações legitimas. Mas são grupos se opondo de forma veemente e sistemática contra qualquer iniciativa ou obra de desenvolvimento. Sempre contrários à aberturas de estradas, ferrovias, hidrovias ou usina hidrelétrica, em grande parte obras que os beneficiariam pessoalmente, fizeram o jogo do grande capital internacional, regiamente recompensados por eles.
A progressiva conscientização da nossa gente já gera animosidade da sociedade brasileira que quer e precisa do desenvolvimento e esses ambientalistas/indianistas sempre nos prejudicam.
QUILOMBOLAS
Interessante esta nova maneira de perturbar o Brasil. Quilombolas, que não são quilombolas nem mesmo seus descendentes, estão sempre reivindicando terrenos estratégicos, tais como o, centro de lançamento de foguetes de Alcântara e a base naval de Aratu, além de terra de outros e de uma cidade inteira (São Mateus, ES) .
Indígenas, que nem sempre são indígenas, sempre fazendo manifestações e impedindo a construção de hidroelétricas, reivindicando terras alheias e outras sobre ocorrências de ricos minérios, fechando estradas, cobrando pedágios etc. Tudo a comando de ONGs ligadas ao estrangeiro.
A política indigenista no Amazonas é ditada pela COIAB, uma ONG anglo-americana que oferece dinheiro para quem se declarar índio e paga aos pais que registrarem os seus filhos como indígenas. Os municípios de Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Tabatinga, Tapauá, Autazes, estão quase todos tomados por territórios indígenas, onde não tem índio, só existe índio na mente dos dirigentes da COIAB e da FUNAI.
Na Marambaia (área de experimento de armamento do Exército) tem uma reivindicação quilombola patrocinada pela ONG Koinonia, apoiada por: “Christian AID Norwegian Church Aid, Church World Service, Canadian International Development Agency, United Church of Canada e Church Development Service” (pode ser conferido no site www.Koinonini.org.br).


__________ Informação do ESET Smart Security, versão da vacina 7913 (20130120) __________

A mensagem foi verificada pelo ESET Smart Security.

domingo, 20 de janeiro de 2013

LEVANTANDO O TAPETE.


Noticia do O Globo:

Lula participa de reunião com secretários de Haddad em SP

  • No encontro, Haddad comentou sobre troca de comando na Guarda Civil

Lula se reúne com o secretariado de Haddad em São Paulo Foto: Eliária Andrade / O Globo

Lula se reúne com o secretariado de Haddad em São PauloEliária Andrade / O Globo
SÃO PAULO — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma reunião, na manhã desta quarta-feira, com parte do secretariado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). O encontro, que durou cerca de uma hora, ocorreu no gabinete da prefeitura, no Centro de São Paulo, e teve a participação do prefeito e de membros do Instituto Lula. Lula esteve com 11 secretários municipais. Destes, nove são do PT.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/lula-participa-de-reuniao-com-secretarios-de-haddad-em-sp-7309932#ixzz2IGemJfCk
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Antes da reunião, Haddad e Lula tiveram um encontro privado de 20 minutos. A possível ida da presidente Dilma Rousseff no dia 25 de janeiro a São Paulo, na comemoração do aniversário da capital paulista, foi discutida. Em entrevista concedida ao GLOBO, no ano passado, Fernando Haddad havia reconhecido que poderia contar com o ex-presidente petista sobre questões políticas e administrativas.
Segundo Haddad, no encontro com o ex-presidente, Lula sugeriu que a prefeitura de São Paulo fomente a realização de fóruns sociais que aproximem a administração à população. Ele disse ainda que o petista defendeu que São Paulo siga o exemplo do Rio de Janeiro, onde as três esferas de governo têm um “bom diálogo”. Em São Paulo, o governo do estado é comandado por Geraldo Alckmin, do PSDB, de oposição ao PT.
GUARDA
Nesta quarta, Haddad trocou o comando da Guarda Civil Metropolitana. Eduardo de Siqueira Bias, 47 anos, assume no lugar de Joel Malta de Sá, que, desde 2009 ocupava o posto. Bias ingressou na Guarda em 1986 e passou por todas as funções na corporação. Ele é formado em Letras e atualmente estava lotado na Inspetoria do Gabinete do Prefeito.
- Quando se tem troca de governo, no geral, o secretário escolhe o novo comandante. [A troca] Foi feito de maneira organizada e em comum acordo com a guarda – disse Haddad na manhã desta quarta-feira.
Na última semana, um guarda municipal foi afastado de suas funções por 120 dias após agredir um skatista na Praça Roosvelt, centro de São Paulo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/lula-participa-de-reuniao-com-secretarios-de-haddad-em-sp-7309932#ixzz2IGewvcRm
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sábado, 12 de janeiro de 2013

CADÊ ROSEMARY?

COMENTÁRIO DO INDIGNADO:

Vox Populi, vox Dei! Porisso é que o brasileiro tem memória curtíssima, Porque a ex-guerrilheira e teu padrinho O Marolinha, estao caladinhos? A quantas anda, os mal-feitos do escritório Presidencial em terras paulistas? Quando o Brasil terá políticos sérios? As desavenças entre os dois, não passam de 'me engana que eu gosto'. O objetivo precípuo é desviar as atenções de todos quanto ao que está a caminho. O país ficará às escuras de norte a sul, e com consequencias maiores e mais graves que no passado. Apostar nas chuvas? é uma piada gigantesca. O rio xingu, só  produz agua suficiente para mover uma usina, durante quatro meses por ano. Será que a chuva tambem irá enche-lo os oito meses restantes? Bah! deixa de brincar de Presidente, senhora PRESID'ANTA.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O FIM DA PICADA.


Vítima de violência doméstica poderá receber bolsa

Senado aprovou ajuda de R$ 622 mensais, a ser concedida por até um ano, para mulheres agredidas que se separarem dos agressores.

DÉBORA ÁLVARES / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Mulheres vítimas de violência doméstica e separadas de seus agressores poderão receber auxílio financeiro e treinamento profissional. Projeto de lei aprovado ontem em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal cria o Fundo Nacional de Amparo a Mulheres Agredidas (FNAMA).
 
O texto ainda precisa ser analisado em comissões da Câmara, votado em plenário e, por fim, sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Se o projeto for aprovado, mulheres agredidas poderão receber benefício mensal de, no mínimo, R$ 622 pelo período de até um ano. O treinamento profissional tentará viabilizar a recolocação das vítimas no mercado de trabalho.
"A proposta vai significar não somente uma libertação econômica como também uma oportunidade para a reconstrução de suas vidas", disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)relatora do projeto.
Além de doações de pessoas físicas e jurídicas e contribuições governamentais e de organizações internacionais, o fundo terá 10% da arrecadação anual com base em multas penais.
Caberá à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres estabelecer os critérios a serem adotados para selecionar as mulheres que poderão receber o benefício. A pasta informa que a matéria é de interesse do governo, mas vai aguardar a avaliação da Câmara para se manifestar sobre como procederá a escolha.
O acompanhamento dos casos de agressão é feito pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). Entre janeiro e junho, 388.953 mulheres foram atendidas - média de 64.825 por mês.
Integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Contra as Mulheres, a senadora Ana Rita (PT-ES) elogiou a aprovação do fundo. "(O projeto) fortalece o enfrentamento à violência contra mulheres, que vem ao encontro das demandas que a sociedade tem colocado no sentido de direcionar mais recursos para que as mulheres possam conquistar de fato uma vida sem violência."
Deficiências. O relatório final da CPMI, com detalhes dos problemas encontrados nos 17 Estados visitados, será apresentado até março de 2013. Ana Rita citou a precariedade de espaços que atendem mulheres em situação de risco, como delegacias especializadas e prédios dos Institutos Médicos-Legais (IML), abrigos ou centros de referência. "Os mecanismos estão sucateados", disse Ana Rita.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ATÉ 2013.

DESEJAMOS A TODOS UM NATAL DE PAZ, E REALIZAÇOES PLENAS NO ANO NOVO.
O INDIGNADO.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

QUEM TEM DINHEIRO?

COMENTA O INDIGNADO:
As classes pobre e remediada, poderão usar a POUPANÇA para compar a futura liberdade. O sonho da casa própria, continuará sendo um 'sonho'.

A tese de Toffoli: A liberdade é para quem pode pagar por ela.

A defesa feita pelo ministro do Supremo Dias Toffoli – o valente deveria renunciar ao STF e se candidatar a uma vaga na Câmara ou no Senado – de que criminosos do colarinho branco paguem penas pecuniárias em vez de ir para a cadeia é de tal sorte ridícula e discriminatória que deveria ser imediatamente mandada para a lata do lixo em vez de criar falsas polêmicas nos jornais.
“Que é, Reinaldo? Então há certas ideias que não devem nem ser debatidas?” Há, sim! As que violentam o fundamento de uma República – na qual todos têm de ser iguais perante a lei – e as que carregam um evidente traço de discriminação de classe ou de origem deveriam ser imediatamente descartadas como expressão do atraso. A polêmica, de resto, é falsa porque, que eu tenha visto, ninguém comprou a tese esdrúxula daquele que foi rejeitado pelo Judiciário quando lhe foi testado o mérito e admitido quando o demérito passou a ser critério de inclusão.
O que quer Toffoli,  agora que companheiros seus de partido estão na reta da cadeia? Que só os crimes de sangue conduzam ao xilindró? Se, havendo o risco da perda da liberdade, o país já se confunde com a casa da mãe Joana, imaginem como seria se os larápios soubessem que lhes bastaria pagar uma multa se flagrados. Ainda que fosse possível confiscar todos os bens dos condenados – não é! –, a resposta ainda seria insuficiente porque o ladrão profissional não costuma manter propriedades em seu nome; pulveriza-as em diversos laranjas. A polícia só consegue identificar uma minoria.
Que a imprensa tente debater isso a sério, eis um sintoma da decadência. Há coisas que merecem simplesmente repúdio e pronto! Ora, bastaria, então, como quer o ministro Toffoli, que o corrupto devolvesse o dinheiro aos cofres públicos para que ficasse livre da cadeia? Um pilantra que tivesse lesado milhares ou, indiretamente, milhões no mercado financeiro estaria a flanar por aí – desde, claro, que arcasse com o custo?
Toffoli, este novo gênio do direito, quer instituir no país o que gente poderia chamar de “liberdade censitária”. Por que afirmo isso? Porque os crimes financeiros, convenham, requerem certas condições sociais. Não costumam ser praticados por pobres. Há mais: suponho que o não pagamento da pena pecuniária implicaria, aí sim, a prisão do condenado, de sorte que temos o corolário óbvio: para Dias Toffoli, a liberdade é coisa de quem pode pagar por ela.
E o mais encantador é que ele fez tal defesa aos brados, como se estivesse tendo uma grande e redentora ideia. E ainda tentou arrastar outros em sua pantomima, evocando a experiência do ministro Gilmar Mendes, que, quando presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, teve papel importante para equacionar a situação de pelo menos 20 mil pessoas presas em situação irregular. O trabalho meritório de Mendes nada teve a ver com o discurso estúpido de Toffoli.
Qual é o ponto?Ninguém deve ser punido com a prisão APENAS para servir de exemplo, o que não quer dizer que a pena não deva ter também um caráter exemplar. O ideal é que ninguém cometa crimes porque tem interiorizadas regras de convivência que lhe digam que determinadas ações são inaceitáveis – mormente aquelas definidas em lei como crimes. Mas vivemos também no mundo real, e pouco nos importa, no fim das contas, se as pessoas fazem a coisa certa porque intimamente convencidas dos limites ou porque temem a força coercitiva do estado. O importante, no que diz respeito à sociedade, é o resultado.
Se a sociedade resolver enviar para a cadeia apenas as pessoas que ponham em risco a segurança física de terceiros, comecemos por soltar – e por não prender – os criminosos passionais. Eliminados os objetos de sua fúria, não costumam mais ameaçar ninguém. A maioria, inclusive, está sinceramente arrependida de seu ato.
Que coisa, não? O Brasil mal começou a mandar os ricos para a cadeia, e já surge um movimento para impedir que cumpram pena em regime fechado. Que sejam esquerdistas a fazer essa defesa, isso só nos diz até onde essa gente pode chegar para defender “o chefe”.  
Por Reinaldo Azevedo